De onde vêm exatamente os prazos?
Da API pública da Erasmus+ App da Comissão Europeia, onde cada instituição declara o seu próprio calendário. O censo inteiro —6622 instituições— é recolhido e normalizado sem qualquer alteração de datas. O que vês na ficha é o que a universidade declarou, e não uma interpretação nossa.
Por que razão apenas 1.755 universidades são publicadas se o censo tem 6.622?
Porque apenas 1755 (27 %) declaram alguma data limite. Uma ficha sem datas nada teria para informar e por isso não é publicada: preferimos um catálogo mais enxuto em que tudo seja útil, a um enorme repleto de páginas vazias. Que uma universidade não surja não significa que não receba estudantes Erasmus.
Como é que «15/05» se transforma numa data real?
As instituições declaram dia e mês sem ano, visto que os prazos se repetem a cada ano letivo. O site calcula a próxima ocorrência dessa combinação a partir de hoje, recalculando-a diariamente. É por isso que uma contagem decrescente nunca diverge mais de um dia, e por isso a exportação disponibiliza os dois campos em separado: o dia/mês declarados e a data calculada seguinte.
Por que motivo algumas cidades não têm dados de custo de vida?
Porque o número provém de respostas de estudantes na Erasmus+ App, e só é publicado com pelo menos três respostas. A mediana do catálogo é de 1 por cidade: com apenas uma resposta, a «média» seria o orçamento de um único indivíduo apresentado como sendo de toda a cidade. De 1250 cidades do censo, 242 cumprem o critério. Nas restantes, o site declara abertamente que não tem a informação, em vez de recorrer a estimativas.
O que se passa com as universidades que têm as quatro datas iguais?
Existem 51 fichas em que os quatro procedimentos terminam no mesmo dia. Parecia um erro de preenchimento mas não é: ao rever caso a caso, tratava-se na sua maioria de conservatórios e escolas de arte com uma única audição ou concurso anual. A ficha deteta a situação e explica-o em vez de desenhar quatro linhas repetidas.
Algum dado foi corrigido manualmente?
Apenas coordenadas geográficas: 5 fichas traziam coordenadas que as colocavam noutro continente e foram corrigidas, ficando a alteração documentada no código. Nenhuma data, nenhum email e nenhum valor financeiro foi alguma vez alterado à mão.
Utilizam IA para gerar os textos das fichas?
Não para inventar dados. As datas, os contactos e os custos provêm do catálogo recolhido, e o texto de cada ficha é estruturado a partir desses valores. A regra do projeto é clara: um modelo pode estruturar texto já existente, mas nunca pesquisar nem inventar um dado: comprovámos que ao pedir para encontrar um catálogo de cadeiras inventava nomes verosímeis, e um nome inventado que chegue a um coordenador pode deitar a perder uma vaga Erasmus.