Erasmus+

O Erasmus, respondido sem rodeios

Respostas directas, agrupadas pelo momento em que a pergunta aparece. O que varia consoante o país ou a instituição é assinalado como variável e remetido para quem o define, em vez de dar um número que seria falso para metade de quem lê.

Dados actualizados a 19 de agosto de 2026

Aqui não vais encontrar nenhum valor de bolsa. São as agências nacionais que os fixam, mudam a cada concurso, e um site que publica um número sem dizer para que país e que ano engana mesmo sem querer.

Q&A

O Erasmus, respondido sem rodeios

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O que é exactamente o Erasmus+?

O Erasmus+ é o programa da União Europeia que financia períodos de estudo e de estágio noutro país. Para um estudante de licenciatura ou mestrado significa fazer um semestre ou um ano numa universidade estrangeira com a qual a sua tenha acordo, com um apoio mensal e com a garantia de que o que aproveitar lá lhe é reconhecido. O que não é: uma bolsa que se pede directamente a Bruxelas. Pede-se sempre através da própria universidade.

Quem pode candidatar-se a um Erasmus de estudos?

Qualquer estudante inscrito numa instituição de ensino superior com Carta Erasmus, normalmente a partir do segundo ano da licenciatura, e também em mestrado e doutoramento. Não é preciso ser cidadão da UE: o requisito é estar inscrito numa instituição participante. Os critérios concretos — média, nível de língua, ano mínimo — são fixados pela tua instituição no seu concurso e variam muito.

Quanto tempo pode durar um Erasmus?

Uma mobilidade de estudos dura entre 2 e 12 meses. O tecto acumulado é de 12 meses por ciclo — licenciatura, mestrado e doutoramento contam em separado — por isso podes ir duas vezes durante a licenciatura desde que as duas juntas não passem de um ano. Nos cursos de ciclo único, como Medicina, o tecto sobe para 24 meses. Confirma o teu caso no guia do programa Erasmus+.

Quando é preciso começar a tratar disto?

Um ano antes. O concurso interno da tua instituição — o que distribui as vagas — abre normalmente entre Outubro e Fevereiro do ano lectivo anterior à mobilidade. Depois vem a nomeação, feita pela tua instituição junto da de acolhimento, e depois a candidatura, que submetes tu. Neste catálogo vês, instituição a instituição, quando fecham essas duas últimas datas.

Qual é a diferença entre nomeação e candidatura?

A nomeação é feita pela tua universidade de origem: comunica oficialmente à de acolhimento que te seleccionou. A candidatura submete-la tu depois, já nomeado, com os teus documentos. São dois prazos distintos e o da nomeação vem primeiro. Se o falhares, a candidatura não te serve de nada mesmo que o prazo dela continue aberto: é a data que te corta a sério.

O que é o Learning Agreement?

É o contrato de três assinaturas — tu, a tua universidade e a de acolhimento — que define que cadeiras vais fazer no estrangeiro e por quais te serão creditadas no regresso. É o documento que transforma um semestre fora em créditos reconhecidos: sem as três assinaturas a tua universidade não tem obrigação nenhuma de reconhecer o que aproveitares lá.

Que partes tem um Learning Agreement?

Três, assinadas em momentos diferentes. «Before the mobility» é a tabela das cadeiras de destino e a sua equivalência no teu plano, assinada antes de partires. «During the mobility» são as alterações, e quase sempre há, porque os horários se sobrepõem ou uma cadeira não abre. «After the mobility» é o reconhecimento, fechado com o Transcript of Records emitido pela instituição de acolhimento.

Posso mudar de cadeiras depois de chegar?

Sim, e é o normal: a secção de alterações do contrato de estudos existe para isso. O que não é opcional é o trâmite — uma alteração que não passe por essa tabela e pelas três assinaturas não é reconhecida, e aparece no fim como uma cadeira aproveitada que não conta para nada. Costuma haver uma janela curta desde o início das aulas, da ordem de cinco semanas; a tua exacta di-la o teu gabinete.

E se não encontrar uma cadeira equivalente?

É o problema mais comum e quase nunca é o que parece. Uma cadeira idêntica praticamente não existe: o que se reconhece são competências e créditos, por isso costuma resolver-se juntando duas cadeiras de destino numa da tua, ou cobrindo optativas. Quem decide é o teu coordenador académico, e chegar a essa conversa com uma proposta fundamentada — que programa cobre o quê — muda o resultado muito mais do que insistir.

Quantos créditos tenho de fazer no estrangeiro?

A referência europeia é de 60 créditos ECTS por ano lectivo e 30 por semestre, e é a carga que se espera de uma mobilidade a tempo inteiro. A tua instituição pode fixar um mínimo diferente no seu concurso — muitas exigem um número concreto para manteres o apoio — por isso o número que te obriga é o do teu concurso, não o europeu.

Quanto dá a bolsa Erasmus?

Depende do teu país de origem, do país de destino e do concurso, e por isso aqui não vais encontrar um número: os valores são fixados pelas agências nacionais em cada ano lectivo, e um site que publica um número sem dizer para que país e que ano está a enganar metade de quem o lê. O valor exacto a que tens direito está no concurso da tua instituição e na tua agência nacional. O que podes calcular aqui é a outra metade da conta: quanto custa mesmo um mês na cidade para onde vais.

Como são creditadas as notas no regresso?

Com o Transcript of Records emitido pela instituição de acolhimento e a tabela do contrato de estudos. A tua universidade converte essas notas para a sua escala e reconhece-te os créditos acordados. Se o contrato de estudos ficou bem fechado e as alterações assinadas, o reconhecimento é automático: não é um favor que se pede, é uma obrigação assumida na assinatura.

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De onde vêm estes dados

Prazos, contactos e custo de vida provêm da Erasmus+ App da Comissão Europeia, recolhidos a 19 de agosto de 2026 e reutilizados ao abrigo da licença CC BY 4.0 (Decisão 2011/833/UE). O go-erasmus não está associado à Comissão Europeia nem ao programa Erasmus+.